<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Sergiodanta&#039;s Blog</title>
	<atom:link href="http://sergiodantas.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://sergiodantas.wordpress.com</link>
	<description>Sobre crepúsculos, travessias e árvores fortes...</description>
	<lastBuildDate>Sat, 21 Jan 2012 21:19:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='sergiodantas.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://1.gravatar.com/blavatar/deb0202e37008b719cc409c4657f0181?s=96&#038;d=http%3A%2F%2Fs2.wp.com%2Fi%2Fbuttonw-com.png</url>
		<title>Sergiodanta&#039;s Blog</title>
		<link>http://sergiodantas.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://sergiodantas.wordpress.com/osd.xml" title="Sergiodanta&#039;s Blog" />
	<atom:link rel='hub' href='http://sergiodantas.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Esquecimentos</title>
		<link>http://sergiodantas.wordpress.com/2012/01/21/esquecimentos/</link>
		<comments>http://sergiodantas.wordpress.com/2012/01/21/esquecimentos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 13:58:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sergiodantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Adélia Prado]]></category>
		<category><![CDATA[Comunhão]]></category>
		<category><![CDATA[desencontro]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[retrato]]></category>
		<category><![CDATA[velhice]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sergiodantas.wordpress.com/2012/01/21/esquecimentos/</guid>
		<description><![CDATA[<a href="Click-Through Link URL (optional)"><img src="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2012/01/vc3b3-maria-4-trabalhada.jpg" alt="Esquecimentos" class="size-full wp-image-323" /></a><p>‘O que a memória ama fica eterno. Te amo com a memória, imperecível’ – Adélia Prado

Sou lesado dos neurônios patrões das lembranças curtas. Esses fatos corriqueiros e práticos que nos ajudam a sobreviver. Esqueço-me alguns rostos não selecionados, datas e horários com a facilidade que se esquece aquilo que não nos comove. Impossível recordar nomes de presidentes, datas de aniversários e presságios do fim do mundo.

Minha alma sofre de envelhecimento precoce. Como os velhos acometidos de escleroses e males da mente, assaltam-me as lembranças antigas, perdidas nos quadros amarelados da vida e em retratos mofados guardados em armários escuros. Amo a infância, a que vivi e a que criei nas lacunas de minhas lembranças. Sua crueldade e beleza. Dessas cenas me alimento e são elas que me atormentam e me redimem do presente. 

Carrego com uma clareza ímpar aquelas conversas raras nos momentos em que a superfície de nossas máscaras foi transpassada e tivemos um momento de comunhão, profundo e simples. Ouço as canções que amei em tempos atrás e são elas que me guiam para o que está por vir.

Ainda sofro com os que partiram e que nem ao menos conheci. Leio seus textos e cartas de amor, ouço suas canções, histórias e versos, alimento-me de seus quadros e minha alma geme as dores da despedida sempre se repetindo.

Mas dos que me rodeiam, me exigem e me ofendem, desses me esqueço. São leves demais para cavucar minha carne. Suas afrontas e palavras-seta mal chegam aos meus ouvidos. Suas declarações de afeto-desespero não fazem amor comigo. Vejo-os com rostos indefinidos como são as telas dos pintores hesitantes. Ouço sua voz como música ruim que tão facilmente são descartadas. 

Esqueço-me deles não por desprezo ou mania seletiva. Deles desapego-me para perdoar suas lacunas e facilidades rasas. Por mais que tente gravar com meu olhar atento suas histórias de conquistas, anseios e glória, quando passam não as rememoro mais...

Deslocado de onde estou, esqueço o chão que piso e dos muros que me cercam. Estou outro, suspenso nesse intervalo sem fotos nem fatos, acompanhado dos que partiram e sustentado somente por memórias efêmeras. 

Nesses lapsos e desencontros, de vez em vez sou agraciado com o rosto de alguém, esquecido de si mesmo e seu entorno, que me reconhece dessas terras ausentes, dos retratos antigos e desses mares embalados pelas cantigas de outros tempos. Faz-se então um presente sólido e certamente desse raro instante, me lembrarei por toda a eternidade.</p><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=350&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="Click-Through Link URL (optional)"><img class="size-full wp-image-323" src="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2012/01/vc3b3-maria-4-trabalhada.jpg?w=500" alt="Esquecimentos" /></a></p>
<p>‘O que a memória ama fica eterno. Te amo com a memória, imperecível’ – Adélia Prado</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sou lesado dos neurônios patrões das lembranças curtas. Esses fatos corriqueiros e práticos que nos ajudam a sobreviver. Esqueço-me alguns rostos não selecionados, datas e horários com a facilidade que se esquece aquilo que não nos comove. Impossível recordar nomes de presidentes, datas de aniversários e presságios do fim do mundo.</p>
<p>Minha alma sofre de envelhecimento precoce. Como os velhos acometidos de escleroses e males da mente, assaltam-me as lembranças antigas, perdidas nos quadros amarelados da vida e em retratos mofados guardados em armários escuros. Amo a infância, a que vivi e a que criei nas lacunas de minhas lembranças. Sua crueldade e beleza. Dessas cenas me alimento e são elas que me atormentam e me redimem do presente.</p>
<p>Carrego com uma clareza ímpar aquelas conversas raras nos momentos em que a superfície de nossas máscaras foi transpassada e tivemos um momento de comunhão, profundo e simples. Ouço as canções que amei em tempos atrás e são elas que me guiam para o que está por vir.</p>
<p>Ainda sofro com os que partiram e que nem ao menos conheci. Leio seus textos e cartas de amor, ouço suas canções, histórias e versos, alimento-me de seus quadros e minha alma geme as dores da despedida sempre se repetindo.</p>
<p>Mas dos que me rodeiam, me exigem e me ofendem, desses me esqueço. São leves demais para cavucar minha carne. Suas afrontas e palavras-seta mal chegam aos meus ouvidos. Suas declarações de afeto-desespero não fazem amor comigo. Vejo-os com rostos indefinidos como são as telas dos pintores hesitantes. Ouço sua voz como música ruim que tão facilmente são descartadas.</p>
<p>Esqueço-me deles não por desprezo ou mania seletiva. Deles desapego-me para perdoar suas lacunas e facilidades rasas. Por mais que tente gravar com meu olhar atento suas histórias de conquistas, anseios e glória, quando passam não as rememoro mais&#8230;</p>
<p>Deslocado de onde estou, esqueço o chão que piso e dos muros que me cercam. Estou outro, suspenso nesse intervalo sem fotos nem fatos, acompanhado dos que partiram e sustentado somente por memórias efêmeras.</p>
<p>Nesses lapsos e desencontros, de vez em vez sou agraciado com o rosto de alguém, esquecido de si mesmo e seu entorno, que me reconhece dessas terras ausentes, dos retratos antigos e desses mares embalados pelas cantigas de outros tempos. Faz-se então um presente sólido e certamente desse raro instante, me lembrarei por toda a eternidade.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sergiodantas.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sergiodantas.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sergiodantas.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sergiodantas.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sergiodantas.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sergiodantas.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sergiodantas.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sergiodantas.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sergiodantas.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sergiodantas.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sergiodantas.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sergiodantas.wordpress.com/350/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sergiodantas.wordpress.com/350/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sergiodantas.wordpress.com/350/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=350&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sergiodantas.wordpress.com/2012/01/21/esquecimentos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c3990bf54982d3464d2681de83718448?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">sergiodantas</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2012/01/vc3b3-maria-4-trabalhada.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Esquecimentos</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Trecho de &#8216;Cartas a Théo&#8217; &#8211; Julho de 1880</title>
		<link>http://sergiodantas.wordpress.com/2011/10/22/trecho-de-cartas-a-theo-julho-de-1880/</link>
		<comments>http://sergiodantas.wordpress.com/2011/10/22/trecho-de-cartas-a-theo-julho-de-1880/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 22 Oct 2011 14:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sergiodantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Amar a Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Noite estrelada]]></category>
		<category><![CDATA[Vincent Van Gogh]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sergiodantas.wordpress.com/?p=319</guid>
		<description><![CDATA[&#8216;Ora, da mesma forma tudo o que é verdadeiramente bom e belo, de beleza interior moral, espiritual e sublime nos homens e em suas obras, acredito que vem de Deus, e tudo o que há de ruim e de mau nas obras dos homens e nos homens, não é de Deus, e Deus também não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=319&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8216;Ora, da mesma forma tudo o que é verdadeiramente bom e belo, de beleza interior moral, espiritual e sublime nos homens e em suas obras, acredito que vem de Deus, e tudo o que há de ruim e de mau nas obras dos homens e nos homens, não é de Deus, e Deus também não acha bom.</p>
<p>Mas involuntariamente sou levado a crer que a melhor maneira de conhecer Deus é amar muito. Ame tal amigo, tal pessoa, tal coisa, o que quiser, e você estará no bom caminho para depois saber mais, eis o que digo a mim mesmo. Mas é preciso amar com uma grande e séria simpatia íntima, com vontade, com inteligência, e é preciso sempre procurar saber mais, melhor e mais. Isto conduz a Deus, isto conduz à fé inabalável.’</p>
<p>Vincent Van Gogh</p>
<p><a href="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2011/10/van_gogh-noite-estrelada.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-320" title="Noite Estrelada - Van Gogh" src="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2011/10/van_gogh-noite-estrelada.jpg?w=300&#038;h=246" alt="" width="300" height="246" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sergiodantas.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sergiodantas.wordpress.com/319/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sergiodantas.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sergiodantas.wordpress.com/319/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sergiodantas.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sergiodantas.wordpress.com/319/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sergiodantas.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sergiodantas.wordpress.com/319/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sergiodantas.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sergiodantas.wordpress.com/319/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sergiodantas.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sergiodantas.wordpress.com/319/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sergiodantas.wordpress.com/319/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sergiodantas.wordpress.com/319/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=319&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sergiodantas.wordpress.com/2011/10/22/trecho-de-cartas-a-theo-julho-de-1880/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c3990bf54982d3464d2681de83718448?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">sergiodantas</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2011/10/van_gogh-noite-estrelada.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Noite Estrelada - Van Gogh</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Canto Desistente</title>
		<link>http://sergiodantas.wordpress.com/2011/10/08/canto-desistente/</link>
		<comments>http://sergiodantas.wordpress.com/2011/10/08/canto-desistente/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 12:41:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sergiodantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Contato extraterrestre]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Sonho]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sergiodantas.wordpress.com/?p=314</guid>
		<description><![CDATA[Um visitante impossível, desses que por vezes, erroneamente são tomados como seres verdes e de antenas esquisitas, perguntou-me no alto de seu cinestésico equilíbrio estelar, ‘é fato concreto e persistente o desejo de viver mais um ano neste planeta mirim?’. Surpreso, silenciei. O que interessa a seres tão evoluídos saber se respirar esse oxigênio por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=314&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um visitante impossível, desses que por vezes, erroneamente são tomados como seres verdes e de antenas esquisitas, perguntou-me no alto de seu cinestésico equilíbrio estelar, ‘é fato concreto e persistente o desejo de viver mais um ano neste planeta mirim?’. Surpreso, silenciei. O que interessa a seres tão evoluídos saber se respirar esse oxigênio por mais ou menos tempo é válido, logo eles que certamente já transcenderam essa dúvida milenar? Foi seu olhar pastoso e metalizado que fez-me perceber, com um lapso quase humano de ignorância santa, que eles realmente não compreendiam. Sons quase imperceptíveis eram emitidos do seu corpo esquálido e claro, reverberando dentro da minha cabeça. Respirei e arrisquei justificar-me com resposta meramente pronta e facilmente digerível: vale muito a pena a vida terrena! Temos poetas que nos traduzem com seus cantos que poderiam muito bem habitar nossas bandeiras varonis: ‘de tudo quanto vos disse, vale mais a vida’ – sussurrava um deles em frente ao mar. Ou como outra alma, etérea e flutuante afirmava: ‘eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa&#8230;’.</p>
<p>Ele recuou, fechou-se mais ainda em si e se pudesse compará-lo aos irmãos de sangue, esses seres inacabados, poderia afirmar que embruteceu por sentir-se ofendido ou tocado naqueles cantos escuros que não nos pertencem. Silêncio por um mero instante e então seu rosto abriu-se abruptamente, lançando-me raios certeiros e ameaçadores, seguido de uma última questão – perceber isso é um mistério meramente humano, mas algo sempre nos diz quando se trata da última questão – ‘se vale a pena a vida e seus pesados anos a arrastá-los até o fundo da terra, porque se matam e se comem uns aos outros? E porque de tantas pontes e prédios corpos se atiram encurtando suas existências?’. Calei-me novamente, gelado pelo corte afiado que sua pergunta causou em mim. Esperou por um breve momento, mas lentamente foi tornando-se transparente, dissolvido e dissolvendo-se até não poder mais enxergá-lo. Partiu sem sua resposta, ou percebeu que ainda não temos como decantá-la.</p>
<p>Não sei se foi mera visão, ou o fato deu-se naquele terreno escorregadio e gelatinoso entre o despertar e o sonho inacabado, mas o registro desse encontro permaneceu claro em minha mente por dias que antecederam mais um ano completo de vida.</p>
<p>Assoprei a vela com um pesar maior do que os anteriores. Retomei os dias e angústias da infância, quando de nada compreendia, mas percebia muitas coisas. Restou-me apenas um verso para tirar-me da melancolia em que este ser indesejável me relegou com sua aparição: ‘navegar é preciso, viver não é preciso’.</p>
<div id="attachment_315" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2011/10/vladimir-kush-surrealismo.jpg"><img class="size-medium wp-image-315" title="Vladimir Kush - surrealismo" src="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2011/10/vladimir-kush-surrealismo.jpg?w=300&#038;h=188" alt="" width="300" height="188" /></a><p class="wp-caption-text">Pintor - Vladimir Kush</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sergiodantas.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sergiodantas.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sergiodantas.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sergiodantas.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sergiodantas.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sergiodantas.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sergiodantas.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sergiodantas.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sergiodantas.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sergiodantas.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sergiodantas.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sergiodantas.wordpress.com/314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sergiodantas.wordpress.com/314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sergiodantas.wordpress.com/314/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=314&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sergiodantas.wordpress.com/2011/10/08/canto-desistente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c3990bf54982d3464d2681de83718448?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">sergiodantas</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2011/10/vladimir-kush-surrealismo.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Vladimir Kush - surrealismo</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Gatilho</title>
		<link>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/12/24/gatilho/</link>
		<comments>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/12/24/gatilho/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Dec 2010 14:31:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sergiodantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Caminhada]]></category>
		<category><![CDATA[Gatilho]]></category>
		<category><![CDATA[Jornada]]></category>
		<category><![CDATA[Solidão]]></category>
		<category><![CDATA[Vocação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sergiodantas.wordpress.com/?p=309</guid>
		<description><![CDATA[Por vezes sou acometido de uma lucidez brutal tal qual um vírus invasor que ataca as baixas imunidades. Basta deparar-me com uma provocação inesperada, fico atônito e distante. Rendido, cercam-me pensamentos inevitáveis dos quais fujo como as crianças que tentam escapar dos monstros de seus pesadelos. Temo essa distração aguda. Um vacilo, e me perco. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=309&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/12/into-the-wild.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-310" title="into the wild" src="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/12/into-the-wild.jpg?w=300&#038;h=173" alt="" width="300" height="173" /></a></p>
<p>Por vezes sou acometido de uma lucidez brutal tal qual um vírus invasor que ataca as baixas imunidades. Basta deparar-me com uma provocação inesperada, fico atônito e distante. Rendido, cercam-me pensamentos inevitáveis dos quais fujo como as crianças que tentam escapar dos monstros de seus pesadelos.</p>
<p>Temo essa distração aguda. Um vacilo, e me perco. Um gatilho e disparo contra o sol. Basta um sopro e serei removido das certezas e rumos previamente entrelaçados. Serei livre e isso é transtorno grave e caminho sem sinalização.</p>
<p>Posto-me seguro quando as criaturas que habitam meu corpo cansado fazem seu trabalho diário. Elas me exigem, me consomem e em troca oferecem as máscaras que me sustentam neste mundo, que me formatam para os outros. Oferecem-me os nomes certos para cada ocasião. Passos firmes e demarcados, em asfalto quente e iluminados pelos postes simétricos. Estou salvo, o céu é cinza e a vida é certa.</p>
<p>Mas basta ouvir histórias daqueles que perderam-se em suas próprias jornadas e as brasas submersas começam a queimar meu peito. Delírios febris manifestam-se sem trégua. Vislumbro o caminho.</p>
<p>Em meio a alucinações relembro que há rumos e pedras a serem desvendadas. Há incertezas e dores que posso tomá-los como ar puro a cortar meu rosto e me fazer vivo. Abre-se diante de meus olhos úmidos um espetáculo a se cumprir.</p>
<p>Hesito no centro dessa arena. Por preço muito menor desfaleceram antepassados e deuses.</p>
<p>Ponho-me diante da encruzilhada e pranteio as marcas que me trouxeram até aqui.</p>
<p>Mergulharei nessa solidão sem lanças nem canoas? Atravessarei esse negrume, essas densas árvores úmidas e tristes? Resistirei aos desertos e crepúsculos cruéis e belos? Insensato, aniquilarei com um golpe único a sensatez que me mantém medíocre e aceitável?</p>
<p>Esbofetearei as faces dos que me amam e me escravizam? Resistirei ao olhar terno que sentencia meu cativeiro? Partirei portanto, sem discursos nem bilhetes de adeus?</p>
<p>Grito para que o <em>não</em> e o <em>nunca</em> sejam gravados em minha carne como teia protetora! Volto à tona esperançoso de habitar tão somente a superfície das coisas. Entre braçadas e respirações ofegantes, luto para manter-me apresentável, intacto. Estou sóbrio novamente e isso basta para sobreviver entre paredes e convenções. Agarro-me a esses escombros para não afundar.</p>
<p>Mas até quando manterei sereno este espectro vazio? Sem paixão nem fúria para levá-lo além. Sem riscos nem destinos. Sem jamais chegar ao conhecimento do verdadeiro nome.</p>
<p>Justifica-me por hora resistir e sobreviver. E se não for assim, se não me restar subterfúgios nem distrações anestésicas, eis que resoluto e tardio aceitarei a dádiva sem rosto e me lançarei calmamente nessa névoa sem fim.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sergiodantas.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sergiodantas.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sergiodantas.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sergiodantas.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sergiodantas.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sergiodantas.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sergiodantas.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sergiodantas.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sergiodantas.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sergiodantas.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sergiodantas.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sergiodantas.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sergiodantas.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sergiodantas.wordpress.com/309/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=309&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/12/24/gatilho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c3990bf54982d3464d2681de83718448?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">sergiodantas</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/12/into-the-wild.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">into the wild</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Tempo &#8211; Por Adélia Prado</title>
		<link>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/10/07/tempo-por-adelia-prado/</link>
		<comments>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/10/07/tempo-por-adelia-prado/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Oct 2010 00:09:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sergiodantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Citações]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Adélia Prado]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Calendário]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sergiodantas.wordpress.com/?p=305</guid>
		<description><![CDATA[A mim que desde a infância venho vindo como se o meu destino fosse o exato destino de uma estrela apelam incríveis coisas: pintar as unhas, descobrir a nuca, piscar os olhos, beber. Tomo o nome de Deus num vão. Descobri que a seu tempo vão me chorar e esquecer. Vinte anos mais vinte é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=305&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A mim que desde a infância venho vindo</p>
<p>como se o meu destino</p>
<p>fosse o exato destino de uma estrela</p>
<p>apelam incríveis coisas:</p>
<p>pintar as unhas, descobrir a nuca,</p>
<p>piscar os olhos, beber.</p>
<p>Tomo o nome de Deus num vão.</p>
<p>Descobri que a seu tempo</p>
<p>vão me chorar e esquecer.</p>
<p>Vinte anos mais vinte é o que tenho,</p>
<p>mulher ocidental que se fosse homem</p>
<p>amaria chamar-se Eliud Jonathan.</p>
<p>Neste exato momento do dia vinte de julho</p>
<p>de mil novecentos e setenta e seis,</p>
<p>o céu é bruma, está frio, estou feia,</p>
<p>acabo de receber um beijo pelo correio.</p>
<p>Quarenta anos: não quero faca nem queijo.</p>
<p>Quero a fome.</p>
<p style="text-align:center;">- § -</p>
<p>Esse é um daqueles textos que, de forma abrupta, nos provocam uma admiração misturada com inveja, pelo desejo de reivindicar sua autoria. Quisera eu ter escrito, pois ele traduz o que sinto todas as vezes que a fatídica data martela mais um ano em meu calendário particular.</p>
<p>Ainda não fiz quarenta anos, mas certamente ainda escolho a fome à faca.</p>
<p><a href="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/10/vais-partir5.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-306" title="Vais partir5" src="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/10/vais-partir5.jpg?w=260&#038;h=300" alt="" width="260" height="300" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sergiodantas.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sergiodantas.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sergiodantas.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sergiodantas.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sergiodantas.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sergiodantas.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sergiodantas.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sergiodantas.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sergiodantas.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sergiodantas.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sergiodantas.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sergiodantas.wordpress.com/305/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sergiodantas.wordpress.com/305/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sergiodantas.wordpress.com/305/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=305&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/10/07/tempo-por-adelia-prado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c3990bf54982d3464d2681de83718448?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">sergiodantas</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/10/vais-partir5.jpg?w=260" medium="image">
			<media:title type="html">Vais partir5</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Mi Buenos Aires Querido ou Imigrante Cansado</title>
		<link>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/07/27/mi-buenos-aires-querido-ou-imigrante-cansado/</link>
		<comments>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/07/27/mi-buenos-aires-querido-ou-imigrante-cansado/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 01:59:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sergiodantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Buenos Aires]]></category>
		<category><![CDATA[Empanadas]]></category>
		<category><![CDATA[Evita]]></category>
		<category><![CDATA[Obelisco]]></category>
		<category><![CDATA[Perros]]></category>
		<category><![CDATA[Tango]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sergiodantas.wordpress.com/?p=300</guid>
		<description><![CDATA[Cinco dias na cidade excessivamente européia – distante milhares de quadras do continente europeu &#8211; são suficientes para trazer uma certeza: é impossível ter impressões definidas ao conhecer um lugar tão múltiplo, cheio de contrastes e faces enigmáticas&#8230; por vezes pela história que cada esquina carrega, outras pela camuflagem planejada dos que lucram com visitantes [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=300&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/07/236.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-301" title="236" src="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/07/236.jpg?w=244&#038;h=300" alt="" width="244" height="300" /></a></p>
<p>Cinco dias na cidade excessivamente européia – distante milhares de quadras do continente europeu &#8211; são suficientes para trazer uma certeza: é impossível ter impressões definidas ao conhecer um lugar tão múltiplo, cheio de contrastes e faces enigmáticas&#8230; por vezes pela história que cada esquina carrega, outras pela camuflagem planejada dos que lucram com visitantes deslumbrados.</p>
<p>O convívio curto e o espaço carregado de ruas charmosas, belos prédios e muitos monumentos, escancaram a incômoda certeza aos pobres turistas perdidos “a cá”, que devem conformar-se com o simples aroma do que vem realmente a ser essa metrópole porteña.</p>
<p>O bairro Boca, bastante conhecido pelo futebol azul e amarelo e suas casas excessivamente coloridas dá certo consolo aos olhos curiosos que insistem em ver tudo pela lente das máquinas digitais. Nesta cidade estamos sempre na Boca, ansiosos por aportar e desvendar seus enigmas culturais.</p>
<p>Seguem-se avenidas de uma largueza extravagante, onde só argentinos são capazes de atravessá-las mantendo a pose tão sólida de cidadão europeu. Pobres brasileiros só conseguem cruzar esses espaços com sobressaltos, ameaças de atropelamentos e pernas descompassadas. Sim, por muito pouco não pegamos um taxi na famosa Avenida 9 de Julho, ou melhor esclarecendo, por bem pouco ele não nos pega.</p>
<p>Não sei se é lenda ou fato, mas sou crente fervoroso da crença de que esta avenida é a mais larga do mundo. Seria possível tomar um táxi – agora sim, entrando civilizadamente no carro – simplesmente para chegar do outro lado. Confesso pontadas de orgulho ao informar que estávamos hospedados nela, e posso provar com fotos da janela, produzidas sempre às pressas por causa do vento cortante no rosto. Para os incrédulos, enviarei o cartão do Hotel Embajador, localizado na Rua Carlos Pellegrini, número 1.185. Os nomes não conferem simplesmente porque a avenida 9 de julho tem tantas pistas, que resolveu dividir sua autoria com outras ruas. Não falarei mais neste assunto!</p>
<p>Há também um gosto por cafés, como lugares atrativos onde se conversa sem pressa, em qualquer horário do dia ou da noite. Sim, falemos do lugar, pois o café como produto deixa muito a desejar para exigentes brasileiros acostumados ao bom pó nosso de cada dia. Mas o doce de leite, esse sim pode se considerar o melhor do mundo, entre tantos outros itens que os argentinos insistem em afirmar ser sempre melhor. O Flan Casero acompanhando de creme e doce de leite pode se inscrever para as sete maravilhas do mundo moderno.</p>
<p>Para os admiradores de maçã – meu caso – corre-se um tremendo risco de voltar da cidade odiando as verdes e vermelhas, ou seja, todas elas. Salada de fruta com maçã e caroço, torta e bolo de maçã por todos os lugares são suficientes para mudar sua preferência de anos. Não sei por que insisto em duvidar quando uma fruta tem sobrenome, como no caso das Maçãs Argentinas. É fato concreto, ao visitar o país saiba que as encontrará fielmente e excessivamente por lá!</p>
<p>Mas tem o tango. E como esquecê-lo se ele é para a Argentina o que o samba e o carnaval é para o Brasil. Inutilmente a guia tenta convencer os turistas de que Buenos Aires não é só tango e parrilha. Tudo prova o contrário, desde competitivas casas de show com pretensões a la ‘broadway’, bonecos e camisetas, pinturas e outdoors e até aqueles famosos aglomerados de curiosos nos calçadões centrais onde pode-se assistir a estranhos artistas tentando mostrar que o tango está em todos os lugares, escancarado como só a paixão latina pode expressar. Seja como for, a sedutora dança argentina é tão valorizada que faz o samba brasileiro parecer órfão de pai e mãe.</p>
<p>Há ainda as deliciosas empanadas, os passeadores de perros compondo o cenário bucólico das largas praças – profissão ingrata mas que conforme informado, rende muchos pesos – e claro, o ícone máximo dos descamisados, a ‘quase santa’ Eva Perón. Havia cartazes por todos os lados comunicando que Eva estava convocando os trabalhadores para a luta. Sabe-se lá em que sessão espírita isso será possível ou então, ignorantes turistas que somos, nem ficamos sabendo que Evita ainda está viva e atuante como nunca. Foi inútil visitar o túmulo da família Duarte e encontrar uma placa provando que o corpo da dama dos flagelados repousa por lá. Depois de tantas histórias de seqüestro de corpo e de ver sua memória tão onipresente em todas as bancas de jornal e muros, sempre fica a dúvida se a primeira dama mais famosa do mundo não está realmente entre nós (ou entre eles, para não parecer intrometido).</p>
<p>Já os argentinos conseguem driblar o caos instaurado nos traços étnicos que toda metrópole provoca em seu povo. Há basicamente três tipos de perfil portenõ (eu avisei que é impossível não ser simplista e de julgamento parcial e limitado): os argentinos que todos os brasileiros tem como banco de imagem – cabelos pretos lisos, pele clara e olhar sedutor (acrescente o curioso costume masculino de não pentear os cabelos) – os bolivianos que nasceram na Argentina sabe-se lá porque e aqueles que não lembram nada nem parecem com ninguém, típicos de cidades grandes. Os negros são raros, pois segundo nos foi informado, eles foram convidados a se retirar durante alguns anos de guerra.</p>
<p>No país latino precursor do casamento gay, não foram casais homo que chamaram a atenção e sim o fato de mulheres serem reservadas ao se cumprimentarem, enquanto verdadeiros brucutus se beijam em todos os lugares ao se encontrarem. Taxistas e seguranças de shoppings davam um show neste quesito. Que fique muito claro que não estou relacionando um fato ao outro, para não parecer excessivamente míope culturalmente. Acredito na masculinidade argentina, só achei estranho. Melhor não me estender nessa questão, o assunto está cada dia mais perigoso.</p>
<p>A cidade dá as boas vindas e despede-se com o obelisco – que este, certamente não é o maior do mundo &#8211; acompanhado de bandeiras azuis e brancas por todos os lados, em janelas, vitrines e fachadas.</p>
<p>O argentino ama seu país, as cores de sua flâmula que se confundem com o céu de inverno, a santa dos pobres, a arquitetura clássica e a casa rosada. Ama dançar como quem é consumido por uma paixão e ama protestar com panelas e faixas na praça de Mayo. E se não ama, de duas uma, ou engana bem ou isso são falhas críticas de irmãos de fronteira, mas que possuem diferenças tão grandes, como se oceanos nos separassem e não apenas as belíssimas cataratas do Iguazu.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sergiodantas.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sergiodantas.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sergiodantas.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sergiodantas.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sergiodantas.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sergiodantas.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sergiodantas.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sergiodantas.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sergiodantas.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sergiodantas.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sergiodantas.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sergiodantas.wordpress.com/300/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sergiodantas.wordpress.com/300/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sergiodantas.wordpress.com/300/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=300&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/07/27/mi-buenos-aires-querido-ou-imigrante-cansado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c3990bf54982d3464d2681de83718448?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">sergiodantas</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/07/236.jpg?w=244" medium="image">
			<media:title type="html">236</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Ensaio de Portos Distantes &#8211; Espelho</title>
		<link>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/05/17/ensaio-de-portos-distantes-espelho/</link>
		<comments>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/05/17/ensaio-de-portos-distantes-espelho/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 May 2010 14:31:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sergiodantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Ensaio sobre espelhos]]></category>
		<category><![CDATA[Espelho]]></category>
		<category><![CDATA[Identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Olhar]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sergiodantas.wordpress.com/?p=283</guid>
		<description><![CDATA[Reflexos Por Sérgio Dantas Desde pequeno aprendeu a odiar e evitar os espelhos, esses portais misteriosos que costumam molestar nossa alma e nos ludibriar com imagens aparentemente exatas. Irritava-se com aquele rosto que para ele era forjado por essa lâmina fina e cruel, refletindo sempre aquilo que ele recusava aceitar. Não acreditava nela. Quando atingiu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=283&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Reflexos</strong></p>
<p><strong><em>Por Sérgio Dantas</em></strong></p>
<p>Desde pequeno aprendeu a odiar e evitar os espelhos, esses portais misteriosos que costumam molestar nossa alma e nos ludibriar com imagens aparentemente exatas. Irritava-se com aquele rosto que para ele era forjado por essa lâmina fina e cruel, refletindo sempre aquilo que ele recusava aceitar. Não acreditava nela.</p>
<p>Quando atingiu a idade em que as pessoas buscam refúgio e identidade, alugou seu primeiro espaço íntimo e a primeira decisão foi eliminar daquele pequeno apartamento urbano todo e qualquer objeto que pudesse refletir imagens. O espaço era uma coleção de paredes nuas e móveis discretos.</p>
<p>A isso acrescentou a estranha mania de evitar lugares com espelhos, desde prédios com enormes janelas de vidro até espelhos d’água e vitrinas. Andava pelas ruas como fugitivo, que não pode ser surpreendido com mudanças, forçando-se a fazer sempre os mesmos caminhos e desvios na manutenção de sua sobrevivência.</p>
<p>Desapegou-se de tal forma ao reflexo de sua imagem que com o tempo, a lacuna de não saber-se foi tornando insuportável. Era preciso um substituto para lhe dar ciência de como ele era sem ceder aos tiranos espelhos da cidade.</p>
<p>Quanto mais estranha se tornava sua aparência, tanto mais o observavam admirados e por vezes indignados os transeuntes que cruzavam seu caminho. Aos poucos, foram esses olhares que o guiavam e o deixavam consciente de como ele estava e de quem realmente era.</p>
<p>Passou terminantemente a depender dos olhares dos outros, para saber quem ele se tornara. Quando assustados, sabia que não estava perfeitamente asseado, quando recebia olhares de admiração e desejo, percebia-se belo e pleno. Quando não recebia atenção, abatia-se por pensar em sua insignificância. Toda sua atitude baseava-se agora no reflexo de olhares alheios e reorganizou sua rotina, personalidade e desejos em cima disso.</p>
<p>Nos primeiros anos foi difícil encontrar a imagem que a todos era perfeitamente agradável, mas com o passar do tempo foi conhecendo e domesticando o pensamento e preferência comum e tornou-se fácil refletir exatamente aquilo que atraía a maioria.</p>
<p>Era portanto alguém democraticamente belo e isso lhe bastava.</p>
<p>Assim viveu aquele homem que se enxergava tão somente nos olhares dos outros.</p>
<p>Certo dia foi surpreendido pela percepção de que as coisas mudaram juntamente com o passar dos dias. Já com seus anos avançados e o cansaço tomando espaço cada vez mais em seu corpo, rareavam os rostos que o miravam. Este golpe o desesperou. Foi ficando tão carente a ponto de acreditar que já não pertencia mais a este mundo, era alguém invisível, inexistente. Sua situação agravava-se a cada dia, até que ninguém mais lhe doava sequer um rápido olhar, aquilo que para ele era vital como o ar.</p>
<p>Aos poucos, foi se desfazendo. Da rua, dos corredores escuros de seu prédio úmido e até de alguns cômodos de seu pequeno apartamento. Desaparecia diante da platéia e do mundo.</p>
<p>Quando não lhe restava mais lugar nem desejos, notou surpreso, não sem uma relutância inicial, que até sua aversão aos espelhos desaparecera. Ao contrário, o único desejo que conseguia reconhecer em sua alma esvaziada era de novamente, quem sabe pela última vez, postar-se diante de seu inimigo tão evitado durante seus dias. Ficou claro que este seria seu confronto final e destino.</p>
<p>E como desperto de uma dormência, precipitou-se rua afora em busca de algo que refletisse seu rosto. Não demorou a encontrar em uma loja de esquina toda uma parede interna espelhada. Ao parar em frente do estabelecimento, mirou um homem bastante grisalho, olhos tristes e rosto marcado por rugas estranhas. Quem seria este? Já não conseguia reconhecer-se. Ainda estava vivo, podia sentir, mas totalmente fragmentado e exilado daquele corpo que já não mais lhe pertencia.</p>
<p><strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>***</strong></p>
<p><strong>Reflexão (Espelho)</strong></p>
<p><strong><em>Por Filipe Colômbia</em></strong></p>
<p>A noticia não é novidade. Saca? É que nos custa escrever sobre algo tão óbvio como a imagem refletida. Não é necessário aprofundar-se no conceito físico do espelho, na propagação da imagem, nessas coisas lógicas sobre “ver a verdade”. Afinal, o espelho diz a verdade, mas ao mesmo tempo mente, pois ele recorta a realidade, nunca poderá refletir tudo, mas sim refletir parte desse tudo. Nem o mar em sua superfície aquosa e quase infinita pode refletir o mundo por completo, e mesmo que ele conseguisse, não se refletiria a si próprio. Todo espelho engana a recortar parte do fato, mas em seu recorte existe uma lealdade, uma fidelidade inegável.</p>
<p>Seja o meu espelho no banheiro, seja o espelho da máquina fotográfica ou do retrovisor do carro ou a placa metálica do prédio contemporâneo, seja o que for, espelho reflete e reflete com veemência. Porém as verdades ditas pelo espelho são um fato sólido, incontestável, mas eu sabendo da margem de erro ínfima, não quero acreditar no que vejo. O que vejo refletido na poça, no copo, no lago, na janela do carro, é o peso do tempo só, o eu distorcido pela curva da vida, catenária errante de tentativas. E Paulo, o grande Paulo da Bíblia (que me custa ler nestes dias nublados) disse referindo-se a Deus: “Hoje eu te vejo, como um reflexo obscuro&#8230;” Ah sim, um reflexo não mente, mas é parcial, é a ponta do plano horizontal e vertical que é infinito, da glória que se estende pelas galáxias. Todo reflexo não é verdadeiramente a “coisa”. A fotografia é um reflexo pausado e neste reflexo vejo meus instantes verdadeiros, mas a fotografia não demonstra a casualidade interior, não é o instante propriamente disso, mas sim, o reflexo, seja ele em modo fotográfico, seja ele em modo pictórico ou talhado da pedra, permite a viagem, o resgate. Nem o vídeo, o cinema, que são as variáveis do reflexo mais abrangentes em sua veracidade, conseguem trazer o momento, ou fazer a “coisa” acontecer. Pois todo reflexo é incompleto.</p>
<p>Como humano, quero refletir a luz do verdadeiro Homem, que é o único que brilha. Eu não brilho (só brilho quando deixo a minha pele ficar oleosa). Cabe a mim refletir (permita-se perder-se nos diferentes significados de “refletir”). Deus sabe que todo humano pode refletir e ele também sabe que nós só podemos refletir, nunca poderemos ser o que refletimos. Então, sou espelho, recorte daquele que me criou, mais precisamente: caco de espelho.</p>
<div id="attachment_291" class="wp-caption aligncenter" style="width: 276px"><a href="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/05/menina-no-espelho2.jpg"><img class="size-medium wp-image-291" title="menina no espelho" src="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/05/menina-no-espelho2.jpg?w=266&#038;h=300" alt="" width="266" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Menina no Espelho - Norman Rockwell</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sergiodantas.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sergiodantas.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sergiodantas.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sergiodantas.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sergiodantas.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sergiodantas.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sergiodantas.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sergiodantas.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sergiodantas.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sergiodantas.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sergiodantas.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sergiodantas.wordpress.com/283/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sergiodantas.wordpress.com/283/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sergiodantas.wordpress.com/283/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=283&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/05/17/ensaio-de-portos-distantes-espelho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c3990bf54982d3464d2681de83718448?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">sergiodantas</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/05/menina-no-espelho2.jpg?w=266" medium="image">
			<media:title type="html">menina no espelho</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O que você precisa!</title>
		<link>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/04/09/o-que-voce-precisa/</link>
		<comments>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/04/09/o-que-voce-precisa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 22:27:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sergiodantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Marisa Monte]]></category>
		<category><![CDATA[Música Diariamente]]></category>
		<category><![CDATA[Nando Reis]]></category>
		<category><![CDATA[Necessidade diária]]></category>
		<category><![CDATA[rotina]]></category>
		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sergiodantas.wordpress.com/?p=277</guid>
		<description><![CDATA[Para as viagens longas, avião. Para viajar em qualquer momento ou lugar, imaginação. Para lavar a roupa, sabão. Para limpar a alma, arrependimento. Para as difíceis contas, calculadora. Para todas as demais, relacionamentos. Para pular onda, praia brava. Para mergulhar no infinito, oração. Para o outono, folhas secas caindo. Para mudar com as estações, maturidade. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=277&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para as viagens longas, avião. Para viajar em qualquer momento ou lugar, imaginação.</p>
<p>Para lavar a roupa, sabão. Para limpar a alma, arrependimento.</p>
<p>Para as difíceis contas, calculadora. Para todas as demais, relacionamentos.</p>
<p>Para pular onda, praia brava. Para mergulhar no infinito, oração.</p>
<p>Para o outono, folhas secas caindo. Para mudar com as estações, maturidade.</p>
<p>Para proteger-se das queimaduras, guarda-sol. Para ficar livre das mágoas, compaixão.</p>
<p>Para saber o significado das palavras, dicionário. Para compreendê-las, sabedoria.</p>
<p>Para que as coisas melhorem, paciência. Para as que não melhorarão, tolerância.</p>
<p>Para brincar na gangorra, dois. Para um casamento feliz, brincar na gangorra.</p>
<p>Para um bonito penteado, salão de beleza. Para ficar bela, contentamento.</p>
<p>Para ferver uma sopa, fogo. Para aquecer o coração, companheirismo.</p>
<p>Para limpar a lousa, apagador. Para limpar o nome, integridade.</p>
<p>Para uma voz muito rouca, hortelã. Para uma voz inesquecível, afeição.</p>
<p>Para que a flor se abra, primavera. Para permanecer apaixonado, eterna juventude.</p>
<p>Para mudar a rotina, sábado. Para trabalhar feliz, exercer sua vocação.</p>
<p>Para guardar bem suas coisas, cadeado. Para proteger-se dos malvados, prudência.</p>
<p>Para ter energia na roça, 220 volts. Para ter sempre energia, entusiasmo com auto-controle.</p>
<p>Para quem se afoga, bote. Para quem quer sobreviver, amigos.</p>
<p>Para quem se comporta, presente. Para quem faz tudo errado, perdão.</p>
<p>Para a mulher que aborta, repouso. Para quem perdeu algo precioso, tempo.</p>
<p>Para você, tudo aquilo que você precisa!</p>
<p><em>Texto inspirado na música “Diariamente’ composta por Nando Reis e interpretada por Marisa Monte.</em></p>
<p><em><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://sergiodantas.wordpress.com/2010/04/09/o-que-voce-precisa/"><img src="http://img.youtube.com/vi/De2XmncutzA/2.jpg" alt="" /></a></span></em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sergiodantas.wordpress.com/277/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sergiodantas.wordpress.com/277/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sergiodantas.wordpress.com/277/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sergiodantas.wordpress.com/277/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sergiodantas.wordpress.com/277/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sergiodantas.wordpress.com/277/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sergiodantas.wordpress.com/277/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sergiodantas.wordpress.com/277/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sergiodantas.wordpress.com/277/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sergiodantas.wordpress.com/277/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sergiodantas.wordpress.com/277/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sergiodantas.wordpress.com/277/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sergiodantas.wordpress.com/277/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sergiodantas.wordpress.com/277/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=277&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/04/09/o-que-voce-precisa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c3990bf54982d3464d2681de83718448?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">sergiodantas</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Diário de uma dor crônica &#8211; Parte II</title>
		<link>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/03/27/diario-de-uma-dor-cronica-parte-ii/</link>
		<comments>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/03/27/diario-de-uma-dor-cronica-parte-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 15:10:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sergiodantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Diário]]></category>
		<category><![CDATA[Dor Crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões da dor]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sergiodantas.wordpress.com/?p=267</guid>
		<description><![CDATA[Mais alguns registros inúteis sobre um processo igualmente sem propósito. Mas como o ser humano sofre deste impulso de buscar sentido nas experiências – e por vezes aprende com elas – segue a segunda e última parte desse diário insano. VI A frase “eu era feliz e não sabia” tem um peso e um significado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=267&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais alguns registros inúteis sobre um processo igualmente sem propósito. Mas como o ser humano sofre deste impulso de buscar sentido nas experiências – e por vezes aprende com elas – segue a segunda e última parte desse diário insano.<strong></strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>VI</strong></p>
<p>A frase “eu era feliz e não sabia” tem um peso e um significado especial quando reconheço que falta nos faz a normalidade. É tão bom gozar dessa saúde ordinária que nem damos conta dela!  Pois esta não é a nossa maior tragédia? Só reconhecermos o quanto estamos cercados de dádivas no exato momento em que perdemos algumas delas? O simples fato de caminhar, sentar ou dançar deveria ser motivo para reverenciarmos essas possibilidades maravilhosas, profundamente gratos por elas nos serem dadas diariamente.</p>
<p style="text-align:center;">***</p>
<p>Somos devotos ingratos da Santa Normalidade. Só a reverenciamos e lhe damos real valor quando ela resolve dar espaço aos demônios que sentem prazer em massacrar nossa alma com dores e pesares. Nestes momentos, nada nos parece mais precioso e caro que voltar a viver os dias comuns, com todas aquelas possibilidades e sensações monótonas que antes, nem dávamos conta que existiam.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>VII</strong></p>
<p>Se eu pudesse compartilhar por dez segundos minha dor com os olhos questionadores que me cercam, isso seria producente para evitar a necessidade de, além de doente, precisar comprovar o meu estado. Isso evitaria os comentários do tipo ‘mas é tão grave assim?’ ou como disse um dos médicos envolvidos no processo ‘cada um tem uma sensibilidade à dor. É difícil dizer o quão crônica essa dor é’. Só posso estar exagerando, claro! Nesse momento, sentado naquele consultório insuportavelmente branco e frio, se eu pudesse transferir minha dor para o gentil profissional, não teria de convencê-lo que afinal, não sou tão sensível assim.</p>
<p style="text-align:center;">***</p>
<p>Com essa <em>fantástica transferência da </em>dor – mais parece trama da série americana Heroes &#8211; não seria nada mal vivenciar a possibilidade de ser um pouco mais empático que o médico, ao dizer: ‘eu sei exatamente o que o doutor está passando’. Principalmente porque neste momento eu estaria, por alguns hipotéticos instantes, livre da dor para poder ser solidário e bastante irônico. Como ouvi esses dias, não se trata de vingança, apenas aplicação de correta punição.</p>
<p style="text-align:center;">***</p>
<p>Mas sempre fica essa dúvida: será que estou sentindo tanta dor assim? Ou sou um cidadão urbano acostumado a comodidades exageradas e analgésicos? Penso em soldados mutilados que continuam na batalha, em crianças africanas que brincam a despeito da fome e desidratação e dos velhos que freqüentam hospitais públicos de algum bairro da zona leste de São Paulo. Meu Deus! Só pode ser frescura minha, pura e simples! Levanto-me decidido a retornar à rotina com ou sem dor. Real ou imaginária. Suportável ou crônica. Mas depois de alguns passos volto arrastando-me para a cama. Estou, ao menos agora, convencido de que minha dor é real e meu exagero característico não está sendo aplicado neste caso.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>VIII</strong></p>
<p>Diz a Adélia Prado que “o céu estrelado vale a dor do mundo”. Igualmente verdadeiro é o fato que mirar as estrelas é disposição rara quando a dor resolve roubar-nos a poesia.</p>
<p style="text-align:center;">***</p>
<p>Ela também afirma em um de seus versos que ‘dor não é amargura’. Nisso concordo plenamente. É possível sentir dor por muito tempo e manter-se na pior das hipóteses o mesmo, e na melhor alguém mais sensível e tolerante. Já sentir amargura nunca te fará alguém melhor.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>IX</strong></p>
<p>Mesmo a dor crônica pode se tornar ainda mais aguda. Parece não ter limites sua intensidade. E quando acontece é interessante pensar que esse estado de coisas pode permanecer e a esperança dos mais positivistas tende a se abalar. Nesses casos, só mesmo a Santa Morfina – são vários os novos santos que encontrei nesta peregrinação particular – algo distante e até fictício para mim, para dar alívio imediato com uma ótima atuação: desnortear o cérebro impedindo que mande e interprete sinais da dor. Nunca havia usado drogas, mas tenho que admitir, a viagem foi um delicioso oásis giratório!</p>
<p style="text-align:center;">***</p>
<p>Mesmo nessas horas de tensão extrema, onde é impossível não derramar lágrimas e misturar gemidos e soluços – uma verdadeira cena melodramática – penso que por mais forte e ‘real’ que a dor seja, ela é apenas física. Limita-se a isso e não deixa espaço para mistério. Pois o corpo, bem ou mal, ainda é nosso conhecido. Lidar com a dor física é menos apavorante que os tormentos da alma, essa matéria inconstante e indecifrável. No meio da crise, entre choros convulsivos e contorções abruptas ainda consigo tranqüilizar as pessoas dizendo: ‘eu estou calmo, é só a dor mesmo que está arrancando essas lágrimas’. Ter essa serenidade toda quando a alma está sofrendo já não é tão simples assim.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>X</strong></p>
<p>E como algo que nunca aconteceu, um dia &#8211; por mistério, intervenção cirúrgica ou excesso de drogas – a dor desaparece repentinamente, da mesma forma que surgiu. Fica na lembrança, que costuma sofrer de delírios e fragmentações. Narrá-la é como contar sobre um antigo filme dramático. E o tempo vai desfazendo o impacto e reboliço que a experiência causou.</p>
<p>Resta-nos essa cicatriz indolor, testemunha constante para fazer-nos levantar uma prece a cada manhã, agradecidos pelo sono tranqüilo e pela dádiva de experimentamos a maravilhosa normalidade da vida.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sergiodantas.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sergiodantas.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sergiodantas.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sergiodantas.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sergiodantas.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sergiodantas.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sergiodantas.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sergiodantas.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sergiodantas.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sergiodantas.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sergiodantas.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sergiodantas.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sergiodantas.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sergiodantas.wordpress.com/267/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=267&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/03/27/diario-de-uma-dor-cronica-parte-ii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c3990bf54982d3464d2681de83718448?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">sergiodantas</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Tardinha</title>
		<link>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/03/22/tardinha/</link>
		<comments>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/03/22/tardinha/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 14:38:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sergiodantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Café da Tarde]]></category>
		<category><![CDATA[Comunhão]]></category>
		<category><![CDATA[Crepúsculo]]></category>
		<category><![CDATA[Entardecer]]></category>
		<category><![CDATA[Eternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Transcendência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://sergiodantas.wordpress.com/?p=263</guid>
		<description><![CDATA[Quando o crepúsculo beija o mundo cobrindo nossos rostos brutos com um laranja infinito, pulsam a dor e esta sede das coisas sem contorno que insistem em latejar nas tardinhas ociosas. Nelas meu corpo todo luminoso não pranteia a ausência de templos, majestosos palácios para soberanos ou míticas arcas do concerto. Os monumentos duros tão-somente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=263&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o crepúsculo beija o mundo</p>
<p>cobrindo nossos rostos brutos com</p>
<p>um laranja infinito,</p>
<p>pulsam a dor e esta sede das coisas sem contorno</p>
<p>que insistem em latejar nas tardinhas ociosas.</p>
<p>Nelas meu corpo todo luminoso</p>
<p>não pranteia a ausência de templos,</p>
<p>majestosos palácios para soberanos ou míticas arcas do concerto.</p>
<p>Os monumentos duros tão-somente nos ofertam tumbas e</p>
<p>impossíveis encontros.</p>
<p>Anseio, como a corsa desajeitada em busca de águas,</p>
<p>outro lugar.</p>
<p>Apelam mais ver-te descansando o braço</p>
<p>na mesa ornada com toalha campestre</p>
<p>e cheiro de café fresco vindo da cozinha.</p>
<p>O silêncio entre nós, em uníssono com a comunhão que nos sacia.</p>
<p>E essa sua voz dizendo apenas o essencial,</p>
<p>convertendo o efêmero das coisas simples no mistério incontido</p>
<p>de estar ao teu lado.</p>
<p>Entre paredes rústicas e o amarelo das tardes sem fim</p>
<p>derrama-se a transcendência e espuma láctea</p>
<p>em nossas xícaras de barro.</p>
<p><a href="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/03/chamas1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-265" title="Chamas" src="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/03/chamas1.jpg?w=300&#038;h=152" alt="" width="300" height="152" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sergiodantas.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sergiodantas.wordpress.com/263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sergiodantas.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sergiodantas.wordpress.com/263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/sergiodantas.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/sergiodantas.wordpress.com/263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/sergiodantas.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/sergiodantas.wordpress.com/263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sergiodantas.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sergiodantas.wordpress.com/263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sergiodantas.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sergiodantas.wordpress.com/263/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sergiodantas.wordpress.com/263/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sergiodantas.wordpress.com/263/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sergiodantas.wordpress.com&amp;blog=8376747&amp;post=263&amp;subd=sergiodantas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sergiodantas.wordpress.com/2010/03/22/tardinha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/c3990bf54982d3464d2681de83718448?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">sergiodantas</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://sergiodantas.files.wordpress.com/2010/03/chamas1.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">Chamas</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
